sábado, 12 de março de 2011

Caixa de costura


Caixa de costura




Caixa de costura


Caixa de costura







Casa de passarinhos


Casa de passarinhos


Porta vinho


Porta vinho


Porta vinho


Caixinhas


Caixinhas


Caixinhas


Bandeja e porta chá


Porta esmaltes


Porta esmaltes


Porta esmaltes


Porta esmaltes


Porta esmaltes


Porta esmaltes


Caixa família de onças


Caixa família de onças


Porta jóia sunshine


Porta jóia sunshine


Porta jóia primavera


Porta jóia primavera


Porta jóia primavera


Porta jóia verde outono


Porta jóia verde outono


Porta jóia verde outono


Caixa multiuso


Caixa multiuso


Caixa multiuso


Caixa multiuso


Caixa multiuso




Caixa multiuso


Caixa multiuso


Caixa para bombons


Caixa para bombons


Caixa para bombons


Caixa para bombons


Caixa para bombons


Caixa para bombons




Caixa para chocolates


Caixa para chocolates


Caixa para bombons


Caixa para bombons


Águas de março
(Tom Jobim)

É pau, é a pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira


É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mao, pedra de atiradeira


É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho


É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama


É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração


É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração